quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

I Etapa Circuito Territorio Centro - Proença a Nova

Tcharam... Estou de volta ao blog!
Depois de um período intermitente, voltei às corrida que mais me fazem feliz, aos trilhos, ao contacto com a Natureza longe da cidade e das multidões.

Aqui está o gráfico, parece bem mais fácil do que realmente foi!
Desde meados de Novembro até final do ano 2014, andei com dores no tornozelo esquerdo, segundo a médica tratou-se de uma tendinopatia tibial posterior.
Por isso abrandei os treinos e para esta prova não estava nas minhas plenas capacidades fisicas e psicológicas.
Todos os anos tenho sempre um grande objectivo, uma prova de fogo, até lá chegar preciso de treinar muito e bem e o território centro foi o escolhido para preparação do OMD 100k.
O Território Centro é composto por IV etapas:
Proença a Nova 47 Km
Vila Velha de Ródão 48 Km
Vila de Rei 67 Km
Sertã 47 km
No Circuito estão inscritos grandes atletas, e o facto de estar na partida com atletas de alto gabarito é uma grande honra.
A partida deu-se as 9h da manhã e apesar do sol radioso as temperaturas eram muito baixas, principalmente quando descíamos aos vales, onde o sol não chega durante várias horas e até dias.
Os campos completamente geados, a cada passo ouvia-se o gelo a quebrar por baixo dos pés.


A primeira metade do percurso era bastante rolante, com uma ou outra subida que nos obrigava a ir a passo mas nada de especial, logo a seguir uma recta ou descida mais ou menos técnica, que fazia acelerar o passo.
Praticamente durante a 1ª metade fui na companhia de não 1, não 2, mas sim 3 atletas que respeito e admiro: Rui Pedro Julião, David Faustino e Isabel Moleiro.
Fui perguntando sobre algumas experiências que tiveram, 100 milhas da Serra da Estrela, Mont Blanc, Maratonas... Até da S. Silvestre da Amadora falámos.
Uma verdadeira cavaqueira. :)
O pior veio após o km 28.
Comecei a acusar o cansaço e a não conseguir dar a volta as dificuldades que estava sentir.
Não consegui cerrar os dentes e atacar os trilhos que nem um serranito.
Desta vez o único Serranito naquela prova era o Luzio, que ia completamente largado, ainda antes do km 5 deixei de o ver.
Aos 30 km mesmo antes da subida da vigia senti a 1º cãibra no gémeo esquerdo, parecia que estavam a espetar mil agulhas.
Bolas... ainda falta tanto e já assim estou, pensei.
A partir dali foi um verdadeiro suplicio, só faltou ter um chicote e ir chicoteando-me enquanto corria.



Dores atrás de dores.
 
Valia me o telemóvel e o facebook que me permitiu ir conversando com alguns amigos pelo chat. Como me custava escrever, decidi fazer mensagens de voz.
Certamente uns simplesmente riam, outros rebolavam de tanto rir, outros pensavam, "este gajo é maluco", outros, "isto não é correr... até dá tempo para isto" outros (se calhar 1 ou dois, ou talvez nenhum) "este gajo é TOP, está a correr ha 3/4/5 horas e ainda consegue falar!? TOPMundial!!"
Bem, deu para rir e para passar um pouco melhor o tempo.
Alem destas comicada, tive um momento engraçado numa povoação antes de chegar aos Montes da Senhora.
Lá ia eu no meu passo apressado para que acabasse o sofrimento, avisto duas sras (velhotas)
 - atão rapaz, força...
Fiz o olhar 45 e disse à moda da beira "tarde" (boa tarde em português), com aquela voz cansada depois de um dia a passear as ovelhas, ou depois de um dia no campo, na apanha das azeitona, ou dos fardos de palha (só de pensar já me doem as costas).
- "tira umas tangerinas" - apontam para a árvore.
Disse:
- "obrigadinho, não é preciso."
- "tira lá rapaz que são boas."
Como já não tinha muita força para ripostar, rendi-me e estiquei o braço e apanhei duas.
Continuando, uns metros mais À frente, dois Srs (menos velhotes que as sras).
- "Tarde"...
- "Tarde..."
- "Força que está quase, já só faltam 10 km."
- "Pois... mas já cá moram 37."
- "Eu gabo-vos..." qualquer coisa que já não me lembro, disse o homem.
O outro viu que comia tangerinas e disse:
- "São boas não são? "
- "São pois"
- "Se quiseres leva mais, ou volta para trás."
Agradeci a gentileza e pensei. Sim... volto mesmo atrás. e fui a rir até aos Montes da Sra, aldeia onde estava o ultimo abastecimento.
Por falar em abastecimentos, sabem o que havia nos abastecimentos?
Sim, havia muita fruta, agua, refrigerantes, amendoins, batatas fritas, tomate com sal, sopa e ainda...
Papas de Carolo! Estavam tão boas, mas tão boas!
Melhores só as da minha mãezinha :)
Passado o ultimo abastecimento situado nos Montes da Senhora, já "só" faltavam cerca de 7 km.
Neste troço as cãibras sucediam-se umas atrás de outras e para ajudar o desanimo os atletas iam passando por mim uns a seguir aos outros.
A sorte é que apareceu o Luzio para me ir buscar por uma orelha. O rapaz vinha fresco que nem uma alface.
Valeu amigo!
A minha power puff runner concluiu o primeiro ultra trail e eu fiquei muito orgulhoso pela sua conquista.

Não foi lá grande desempenho, mas deu para perceber que tenho muito km por trilhar.

Quanto à organização, uma vez mais primaram pelas excelentes marcações, percurso duro q.b com paisagens magnificas.

Sábado, 7 de Fevereiro, Vila Velha aí vamos nós!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Maratona do Porto – Mão à palmatoria

Este post correu o risco de ser o mais curto da (curta) historia do Xico Da Boina.

Podia ser:


Fui ao Porto corri 42 km no asfalto e regressei a casa.


Mas não, não mesmo!!!

Sinceramente não queria que assim fosse, pelas razões que já expliquei no post anterior. Uma prova desta dimensão e com todas a historia evolvente merecia mais do que estava disposto a dar.

Devido ao post anterior, na véspera e ante véspera da prova recebi mensagens, telefonemas de animo e alento. Não é que aqueles amigos (os de infância, juventude) me ligaram a horas impróprias? A sorte é que já os conheço há muito tempo e depois de termos falado por volta da meia noite desliguei o telemóvel não fossem eles pregar uma partida.

Quando acordei às 6:15 recebi um sms a indicar que tinha uma nova mensagem de voz… Ainda pensei ligar mal acordei, mas corria o risco de estarem acordados e não tinha muito tempo para conversas. Ouvi… e aquilo é de rebolar a rir. Enquanto ouvia, imaginei uma mesa redonda com copos, garrafas de jeropiga e castanhas assadas e o telemóvel a rodar de mão em mão e cada uma disse o que quis e conseguiu!

Sim, estou a dizer que estavam borrachos. Ai não gostam? Quem manda ligarem as pessoas a essa horas!?

O que é certo é que funcionou como um grande estimulo e nos momentos mais difíceis lembrei me de todas as mensagens de incentivo!

Obrigado por me apoiarem e não criticarem nem menosprezarem este meu hobby.




07:30 da manhã parte da comitiva Correr Lisboa sai do hotel em direcção ao pavilhão Rosa Mota, ponto de encontro do Vicentes. Por lá estivemos em grande cavaqueira com outros amigos corredores, sempre num ambiente tranquilo sem tensões.

Embora sem querer demonstrar a Inês parecia estar um pouco preocupada comigo e com o que podia acontecer.

Eu nem pestanejava: Calma, vai correr tudo bem. Já fiz mais km e já corri durante 10h seguidas.


Mas nunca fizeste a maratona, é diferente, vai devagar e tem cuidado.


Eu estava super tranquilo.

Entramos pela porta B que era utilizada para os atletas que pretendiam fazer a prova entre as 3:15 e 3:45. Lá estavam os Vicentes Bruno, Pedro, Tiago, Heitor, David e eu. Eramos apenas 6 dos 32 bravos atletas que se propuseram a correr pelas ruas da cidade invicta. Cumprimentamo-nos desejando sorte a todos.

Não somos adversários, somos companheiros de corrida, de equipa, partilhamos o mesmo gosto que é correr.



Caiu-me a ficha quando olhei na direcção dos insufláveis e vi que o inicio da prova tinha uma subida a perder de vista e disse vou dar o estoiro.

O Tigas (Tiago) sorriu ao género, Xico eu bem tenho dito que isto não é trail, tem calma contigo.

Senti medo e respeito pela prova, algo que já não sentia há muito tempo.

Isto, não por me achar super atleta, mas por encarar todas as provas que tenho feito como se de um treino se tratasse.

Todas as épocas desportivas tenho um grande objectivo, uma meta a cruzar. Todas as outras que a antecedam são apenas preparação para a tal. É assim que encaro e por isso ando sempre tão tranquilo nas vésperas dos tais desafios.

Tenho que admitir que desta vez errei por não ter dado grande importância a Maratona. Fiz uma excelente prova eu sei, senti um enorme orgulho e satisfação quando cruzei a Meta.

Mas…

Devia ter-me preparado melhor, ter lido mais relatos de corredores de elite e de pelotão, devia ter procurado motivação para me provocar adrenalina, ou seja, devia ter namorado mais a Maratona.

Este namoro até podia resultar num pior tempo final, mas ainda assim, ficaria de consciência tranquila que tinha feito tudo o que estava ao meu alcance para fazer da XI Maratona do Porto, a minha Maratona.

Voltamos à historia do OMD 2014, em que a mochila e hidratação não funcionou e fiquei com isso atravessado.

Agora já tenho duas espinhas atravessadas na garganta que tenho que resolver já em 2015.

Voltei ao asfalto pela porta grande e adorei!!!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Maratona do Porto

A estreia em Maratona de estrada.

Desde que corro, sonho em realizar a Maratona. Não uma maratona qualquer, a Maratona onde tudo começou.

No ano 490 a.c Feidípedes correu cerca de 40 km entre o campo de batalha de Maratona até Atenas para avisar aos cidadãos da cidade da vitória dos exércitos atenienses contra os persas e morrido de exaustão após cumprir a missão.

Desde que calço os ténis de corrida muita coisa mudou. A minha paixão pela trail runing veio aumentando de dia para dia e o entusiasmo pelas provas de estrada tem vindo a diminuir exponencialmente.

Não estou preparado para fazer um grande tempo na prova, não tenho feitos muitos km em estrada e os que faço só por uma vez passaram os 27 km, o que é realmente muito pouco para quem ambiciona completar a prova rainha do atletismo.

Lembro-me da minha estreia na meia maratona estava ansioso e cheio de vontade de alcançar a meta.

Hoje nada disto se passa, estou tão tranquilo como num dia de treino e sinto-me mal com isso.

Enquanto atleta tenho que estar sempre com a ficha ligada, a viver ao máximo todos os momentos e desafios que me proponho.

Esta minha apatia deixa-me chateado.

Hoje para tentar que o bichinho tome conta dos meus pensamentos decidi escrever para me sentir mais nervoso e tentar criar um objectivo e um compromisso tão grande como a prova de domingo.

O amigo Simão parecia estar a adivinhar esta minha angustia e durante a semana enviou através do youtube o video:


A amizade é mesmo assim!

Dei comigo a pensar, quantos amigos tenho que já fizeram uma Maratona? 

Não amigos que a corrida me apresentou, amigos que tenho desde sempre, desde a infância, juventude, universidade?

Um, tenho um amigo que é Maratonista, o Luzio que é o meu companheiro da corrida.

Ora bem, se eu tenho um, os meus amigos, esses tais, de sempre, também têm um, alguns nem isso.

Por isso tenho que fazer o meu melhor e ligar a ficha o mais rápido possível, que isto não é só ir ao Porto fazer 42km e vir para casa como se nada fosse.

Nã não, o grupo dos Maratonistas merece mais respeito do que o que tenho tido até então.

Xico da Boina abre a pestana e faz o favor de dar às pernocas!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Corrida Sporting – Uma corrida especial

Hoje, faz exactamente 2 anos que comecei a correr. Tudo começou na 2ª edição da Corrida Sporting, 14-10-2012.

Bem, não foi exactamente neste dia que comecei a correr, antes já o fazia. Corria para apanhar o autocarro, para atravessar a rua, para ir a casa de banho num momento difícil, para fugir da chuva,para não chegar atrasado as aulas, esta parte é mentira, mas fica bem dizer :)

E o que eu corria para não perder um segundo de um jogo do Sporting!? Parecia mesmo o Obikwelu a fazer aqueles sprints que só ele sabe!

Desde que me lembro que corro e nem sempre gostei.

Certo dia era eu uma criança com uns 5/6 anos, estávamos a passar férias na Figueira da Foz. Num dos passeios nocturnos levava pela trela o cão da prima Nelinha, o Pinóquio. Adorava aquele cão. Não sei que se passou, mas o bicho fez um daqueles sprints do Obiwelu e não estava a contar com aquilo, tropecei em algo e lá fui eu de cara ao chão.

Levantei-me e olhei para o Pinóquio e vi que ele também estava triste com o episódio. Nada de especial, nem sequer me lembro se fiz algum arranhão.

Quando era criança fazia imenso desporto e o atletismo não era excepção. Sempre que havia uma prova na Covilhã e/ou arredores lá ia com os amigos a representar o CCD do Rodrigo (ex CPT do Rodrigo).

Era uma festa, pura diversão. Nem sequer ambicionava tempos ou lugares, corria por brincadeira e convívio. Já soube que há umas quantas fotos desses tempos, em breve vou resgata-las!

Passado mais de 20 anos, voltei a participar numa prova de atletismo.

2ª Edição Corrida do Sporting, 14-12-2012.

Nos meses que antecederam a prova, comecei a preparar-me para conseguir acabar os 10 km. Não foi nada fácil, corria 15 minutos e ficava completamente de rastos, só de imaginar que tinha 10 km pela frente até me causava suores. Lembro-me que na véspera estava tão ansioso que mal consegui dormir.

Lá estava eu e a Inês junto ao Estádio de Alvalade prontos para a minha estreia. Tínhamos o dorsal e chip e nem sequer sabíamos como usar aquilo. O dorsal era fácil, tinha o nome de cada um, este é meu, este é teu. O chip para colocar nas sapatilhas… ui, que é isto? Como se põe? Sei lá, ata aos atacadores e está a andar. Pois é, tal foi o mau jeito que acabamos por trocar os chips.

Corri com o dorsal Francisco Freire e chip Inês Barradas! Bonito!
Durante a prova fui correndo a medo entre a multidão e a pensar, isto é espectacular!

Milhares de pessoas correndo entre o estádio de Alvalade e o Marques de Pombal, sem transito. Uma perspectiva da cidade bem diferente do que estava habituado.

Cruzei a meta ao fim de 59 minutos com o nome Inês Barradas na classificação. Fiquei super contente ao entrar no meu estádio e ter pessoas a aplaudir e a gritar SPORTING!


A historia a partir desse dia vocês já conhecem: um pé à frente do outro.

Actualmente não estou no meu melhor momento, ainda assim, terminei 17 minutos mais cedo que a 1ª prova em que participei.



PS – Quanto mais corro no asfalto mais gosto de correr nos trilhos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

V de Vitoria

Está desvendado o mistério!

                                     

Obrigado por todas as opiniões, desde telefonemas, mensagens, e-mails, comentários, conversas…

Todas as distâncias foram referidas. Uns diziam 70, outros 100 e outros ainda mais loucos que eu 160…

Os 70 já estão conquistados, mas se tudo correr bem um dia volto a essa distância.

A história do entupimento da mochila que aconteceu este ano ainda me está atravessada na garganta. Quero acreditar que senão fosse isso conseguia fazer melhor.
Após alguma hesitação decidi abraçar este grande desafio, realizar 100Km na minha casa!

Além da distância ser superior a anterior, tem a dificuldade adicional de começar às 00:00 de sexta para sábado.

Desta vez além de ter que treinar muito mais e melhor que o ano anterior, tenho que treinar à noite com a luz do frontal (ainda vou ver de um Top Mundial).

A própria prova exigirá muito mais concentração e menos apreciação da paisagem.

Nada que meta medo ao Xico da Boina!

Ora bolas, sou um Serranito! Nós Serranitos, somos descendentes do Viriato.

Assi o Gentio diz. Responde o Gama:
– «Este que vês, pastor já foi de gado; 
Viriato sabemos que se chama, 
Destro na lança mais que no cajado; 
Injuriada tem de Roma a fama, 
Vencedor invencíbil, afamado. 
Não tem com ele, não, nem ter puderam, 
O primor que com Pirro já tiveram.
Lusiadas VIII, estância 6


Mais, sou o Xico da Boina, Viriato e ainda Vicente!

O Vicente tem a força da sua gente, que se apoia, que se une, que se ajuda.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O OMD 2015 começou!

A V edição do OMD já tem data marcada há algum tempo, 05-06-2015. 

Desde que terminou a IV edição que tenho a duvida em qual irei participar. 

Gostava de repetir a dose e desta vez tentar uma melhor classificação. Concluir esta prova é um grande feito, conseguir um lugar no pódio um verdadeiro sonho! 

Por outro lado, estou tentado em aumentar a distância, uma vez que superei os + de 72km com distinção. Concluí o desafio com tanta felicidade que nem sentia o cansaço e as dores.

Foram 9h55min de grande alegria, contemplando a paisagem magnifica da Serra que tanto gosto e que faz parte de mim desde pequeno. Para relembrar, terminei no honroso 6º lugar.

Os 100 Km é um marco que um ultra maratonista pretende alcançar. As 100milhas (160km) é um sonho a realizar.

Para aqueles que habitualmente não correm e mesmo para os que correm, podem dizer que estas distancias são uma completa loucura, e ainda por cima realizados na Serra da Estrela em condições atmosféricas e geográficas bastante difíceis.

Poderão perguntar: “Mas é preciso correr tantos km? Não é demais? Mas para quê?”

Pois… não consigo responder às perguntas, a não ser: “Porque não?”

Não há quem passe um dia inteiro na praia, ou na piscina, ou no ski…?

Porque não passar um dia a percorrer os trilhos da Serra? Parece-me de gente normal e não de louca!

Já escrevi tanto e não disse nada, vou direito ao assunto.

As inscrições para a V edição abriram hoje. O nervosismo e as duvidas instalaram-se, K 70? K 100? K 160?

Se for ao K70 é para fazer melhor, para tentar o tal pódio. E se não consigo? Arrependo-me de não ter arriscado as distancias maiores! 

Fazer o 100k ou 160k?

As duvidas são muitas:

- Não estou preparado;

- Como treinar para estas distancias e dificuldades;

- Correr de noite não me agrada;

………………………………..

Vai uma grande confusão nesta cabeça!!!

Cabeça da Velha - Sra do Desterro - Seia

Se leram este post até ao fim, digam lá de vossa justiça.

A que distancia deve ir o Xico da Boina?

K 70?

K 100?

K 160?

domingo, 14 de setembro de 2014

Reentré

No domingo passado voltei aos trilhos, confesso que já tinha saudades e que já estava a precisar de uma prova para superar. 

A prova escolhida foi os Trilhos dos Templários, 30k. O objectivo passava por fazer uma boa prova sem “puxar” muito e assim perceber o momento de forma que estou a atravessar.

Nas semanas antes treinei com alguma intensidade e com treinos sempre acima dos 10km, alguns deles com desnível positivo acima dos 400mts.

A prova parecia ser bastante soft, segundo o gráfico tinha um desnível positivo de 550 mts.

O que aconteceu realmente é que era uma prova ao género de montanha russa, ora descia muito, ora tínhamos que trepar paredes o que não me permitia correr e a progressão só era possível com a ajuda de uma corda.

Que dureza!!!

Assim que a organização disponibilizou a lista dos inscritos, fiquei entusiasmado. Entre os atletas está o Jorge Serrazina, para mim, uma referência do Trail nacional. Decidi tentar acompanha-lo até conseguir. Soou o tiro da partida e segui atrás dele. A perseguição acabou ao km 3. Ahahahah. Lá fui então sozinho e com ritmo mais moderado, voltando assim ao objectivo inicial.

Até ao Km 15 senti-me muito bem e prosseguia sem qualquer dificuldade, depois é que foram elas!!!
O cansaço dos treinos e do calor que se fazia sentir começou a deitar-me a baixo. Sem desistir mas também sem cerrar os dentes concluí a prova como desejava.

Acabei sem lesões e sem grandes dificuldades. 3h07 28º Lugar na geral.



O próximo é já dia 21 de Setembro, desta vez vou fazer o percurso todo com a minha referência do trail e não só!

POWER PUFF RUNNER :)