segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O regresso anunciado - Parte II

Depois deste treino motivacional, seguiram-se outros que serviram para recuperar o andamento de outra altura, uns mais curtos e mais rápidos, outros mais longos e mais lentos, lá andei pelas ruas e trilhos lisboetas a lutar contra a preguiça instalada.

No fim-de-semana de 15 Agosto fui até a Cidade Neve, ver a família e a mamã que fazia anos.

As saudades já eram muitas e estava a precisar dos mimos da Dª Teté. E ela dos meus pois claro, não fosse eu o seu Xiquinho que tem ter cuidado com as corridas para não se magoar e não ficar magricela!

No dia da festa, num dia de muito calor fizemos um picnic na floresta, para aproveitar o melhor que tem a Serra.

Nesse dia não era dia de treinar, mas sim de relaxar. Ainda assim fui caminhar com a Inês, Eduardo, Xandinha e os sobrinhos Rodrigo e Joana da Floresta até ao Bairro da Biquinha.

Fomos pelos trilhos até a Biquinha beber um cafezinho e depois voltamos, são menos de 3km (ida e volta).

Nessa caminhada estipulei que quando regressar faço um treino à seria.

Mateus Fernandes – Data Center – Rosa Negra – Mateus Fernandes.

Deve ser durinho…

No dia seguinte, eu e a Inês já tínhamos estipulado que íamos até ao Vale do Rossim, com o intuito de fazer um treino até a Nave da Mestra.



Este é um troço que fez parte do OMD 2014 e que me custou bastante fazer, não pela dificuldade, mas sim pelo desgaste acumulado da subida da garganta da Loriga.

Começamos então junto ao café do Vale do Rossim, seguimos pela margem da barragem, num terreno de areia fina e pedras de rio.

Seguimos depois pelo trilho marcado por mariolas até a Fraga da Penha.

A Inês adorou a paisagem.



A partir daqui a minha memória atraiçoou-me um pouco e andamos um pouco à deriva pela serra atrás das mariolas que podem encaminhar-nos a vários destinos.

Até que apareceu do meio do nada o André Castro, vencedor do OMD K160.

Cumprimentamos o rapaz e perguntamos se íamos bem para a Nave da Mestra, mas ele disse que não conhecia, e que não tinha visto a paisagem que descrevi, pronto, estávamos enganados.

Voltamos para trás, e encontramos dois caminheiros, que nos explicaram onde era, estávamos muito perto, faltava apenas 1.5km.

Assim que chegamos ao cimo da rocha e avistei a relva amarelada, disse a Inês, é aqui. Tenho a certeza.

Era mesmo, descemos a fenda e chegamos então a Nave da Mestra.




Além da magnifica paisagem existe uma casa construída no meio das rochas, o que mais me impressiona é o silencio absoluto que se sente. O vento entra pelos ouvidos dentro de uma forma única. É como se a estivesse em diálogo connosco, mostrando toda a sua força.

Há varias histórias sobre a origem da casa, uns dizem que foi construída por um juiz para curar a esposa que sofria de tuberculose, outros dizem que o juiz construiu a casa para fugir da guerra, outros dizem que ali foi o primeiro Sanatório para tratamento de tuberculose. Eu prefiro a última.



Este regresso serviu para matar saudades da família, mostrar a Inês um pouco mais da Serra e claro, recordar as sensações que tive naquele dia.

2 comentários:

  1. Eu por mim era combinarmos um fds nesta casa carregados de munições....Superzzz

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